quinta-feira, 2 de junho de 2011

. território infundado .

Dou-me e me dói
Pode um só, guardar dois em si?
E egoísta chamar de amo
Por querer para si aquele(s) que não o são

É da proteção
do sonho
É daquele que acolhe o choro

Choro por aquele que não acolhi
a quem dei um sorriso claro
que hoje resta em sobra
e sobrevive em meus sonhos

Culpo a dislexia
A troca dos nomes
Já a confusão do peito
Não tem réu

No seio fértil do desejo
Esqueço a posse
É só o que se pode fazer

Não há bandeiras ou cercas
num territorio infundado

Não
Não se pode guardar dois em si
Por ser um só
Um ser só.

2 comentários:

João Campos Nunes disse...

Gosto bastante shu!

Sandra Regina de Souza disse...

Densa.. eu danço nas tuas letras.. mas a valsa me falta