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sábado, 3 de outubro de 2009

. Aquela que se esconde do sol .

Incha-se em condecorações e títulos
Chamaram-na: "Bela", "Misteriosa"
A gatuna toma para si a luz alheia
E soberba corou-se "Majestosa"

Mesmo que seu brilho furtado
Traga a cor do primeiro perdedor
Insiste em altivamente exibir-se
de tempos em tempos
E alta permanece
Cheia de si

Ludibriou os enamorados
Que logo se tornaram seus servos

Mas não as densas
Ainda que líquidas e translúcidas
Que se negaram a reletí-la

E a cada vez que surge
No negro firmamento
A pretenciosa "Rainha da Noite"
Revoltam-se
Aquelas que agora chamaram-se Marés
E debatem-se em terras e rochas
Diante da circular presença

Também me nego eu
Ainda que pequeno e efêmero
E lhe entrego os em versos
"Eu não amo você".