sábado, 3 de outubro de 2009

. Aquela que se esconde do sol .

Incha-se em condecorações e títulos
Chamaram-na: "Bela", "Misteriosa"
A gatuna toma para si a luz alheia
E soberba corou-se "Majestosa"

Mesmo que seu brilho furtado
Traga a cor do primeiro perdedor
Insiste em altivamente exibir-se
de tempos em tempos
E alta permanece
Cheia de si

Ludibriou os enamorados
Que logo se tornaram seus servos

Mas não as densas
Ainda que líquidas e translúcidas
Que se negaram a reletí-la

E a cada vez que surge
No negro firmamento
A pretenciosa "Rainha da Noite"
Revoltam-se
Aquelas que agora chamaram-se Marés
E debatem-se em terras e rochas
Diante da circular presença

Também me nego eu
Ainda que pequeno e efêmero
E lhe entrego os em versos
"Eu não amo você".

4 comentários:

Rodrigo Fernandes disse...

Perfeito. Muito bom embora eu tenho que discordar de você e ama-la.

Cristiano Contreiras disse...

Tua literatura é absurdamente perfeita!

a forma como se expressa, o conceito que constroi suas palavras e consequente contexto literário. Parabéns!

Thales, volto mais vezes, já te sigo aqui...gostei mesmo do blog e do estilo. Caí, por acaso..dei uma lida nos posts recentes, abs

Cristiano Contreiras disse...

Adoro YEARS OF REFUSAL! é um marco!

olhe, grato pela presença e visita ao Apimentário! retorne sempre, quando quiser e desejar, ok?

É uma pena que não tornou-se seguidor de lá, mas não tem problema - sempre venho aqui e confiro sua novidade, gosto daqui, abraço!

c. disse...

é sempre mais dificil dizer eu não te amo!
louvável!