sexta-feira, 11 de setembro de 2009

. A Passagem .

A Codificação era confusa, esparsa e tosca, só restava dúvidas e por mais que uma pequena fresta luminosa teimasse em passar pelo pequeno espaço lúdico de entrada, o seu corpo era robusto e eu precisaria impreterivelmente da senha; trespassar aquele homérico físico não era sequer concebível. Por mais que racionalizasse e tentasse me despir daquela veste romântica, os sentimentos de medo e apego eram botões em casas devidamente trocadas e surpreendetemente enraizadas. Me acometeu o desespero e em meio ao pranto essmurrei aquela porta; enquanto desejava ir de encontro ao que me impedia aquela massa rija, as lágrimas suplicavam por um só tanto de compaixão... as dobradiças daquela vigorosa madeira não se abalaram por um só segundo. Então recostei minha cabeça em seu torso enquanto tentava em desespero engolir meu soluço e meu orgulho.

4 comentários:

Aline disse...

A frestinah de luz trás a idéia errônea de esperança né?
gostei sim.

Cléo Dias disse...

acho que é um de seus melhores. Gostei muito.

Rodrigo Fernandes disse...

Não é com força que abrimos as portas fechadas mais rígidas que encontramos em nosso caminho.

Pense nisso ;)

Parabéns meu orgulho!

Maíra disse...

acho que é um de seus melhores. [2]
maravilhoso, shu!

saudade =/