quinta-feira, 1 de outubro de 2009

. IV Bélica d'um casal .

- Porra! O que é que você tem!?
E pronto, puxou-se o gatilho.
Uma arma de destruição em massa, claro, é muito aquém, após o nascimento e morte do cogumelo, quando todo o pó à terra retornar, logo ali se vê, o pavio de pólvora que cintila ao sol e titila pequenos estalos que ansiosos aguardam por um simples- Caralho! Tô falando com você!Agora sim deu-se a largada e a bala percorre os ventos.
Nem os pés de Hermes, nem notícia ruim, quiçá os piolhos da cabeça do filho da vizinha alcançariam a merda do fogo naquele estreito caminho em pó sem meandros que se consumia visceralmente, ávido po ele, cheio de coléra e - ESTALO- Fez-se o medo, a ardência e o silêncio que se rompeu apenas com o som de uma lágrima viajante e solitária, que aqui jaz no carpete.

3 comentários:

João Campos Nunes disse...

Gostei Bastante Thales.

Principalmente por representar tão bem, como demoram a passar determinados minutos, quando mesmo tudo quanto se acreditava vira pó. Que nenhuma vassoura limpará do carpete.

Parabéns.

Sandra Regina de Souza disse...

Moço!! é incrível como vc escolhe bem as palavras... essencial sua prosa visceral

Silvia Caroline disse...

ESTALO- Fez-se o medo, a ardência e o silêncio que se rompeu apenas com o som de uma lágrima viajante e solitária, que aqui jaz no carpete.

thales esse é o melhor post do blog!
sério!

onome do meu blog mudou =]

http://silviacarolines.blogspot.com/

bjs!